Governo Federal estuda a expansão de projeto do TJDFT para todo o país

08 Jul 2019

Por: TJDFT

Maria da Penha vai à Escola já orientou mais de 10 mil pessoas, entre profissionais de educação e alunos

No último dia 25/6, em desdobramento de tratativas iniciadas pela 2ª Vice-Presidente do TJDFT, desembargadora Ana Maria Amarante Brito, com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres – SNPM, um encontro realizado pela secretária nacional de Políticas para Mulheres, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Cristiane Britto, os juízes coordenadores do Núcleo Judiciário da Mulher (NJM) do TJDFT, Fabriziane Zapata e Ben-Hur Viza, idealizador do projeto implementado pelo TJDFT, e a supervisora da unidade, Myrian Sartori, discutiu a expansão do projeto Maria da Penha Vai à Escola – MPVE – para todo o território nacional. 

“Entendemos que a educação é a chave para as mudanças comportamentais que tanto precisamos. Neste sentido, assumimos o compromisso de articular a expansão do projeto ‘Maria da Penha vai à escola’, considerando o potencial de transformação cultural e a necessidade urgente de fazer políticas públicas que garantam um futuro diferente para a nossa sociedade”, ressaltou a secretária.

Na oportunidade, a juíza Fabriziane Zapata apresentou a metodologia do trabalho, os resultados alcançados no Distrito Federal e a possibilidade de parceria com o Governo Federal. Ela destacou, ainda, os resultados alcançados na formação de professores e alunos e a disponibilidade do TJDFT para novas parcerias na expansão do projeto.

O projeto MPVE

Com o objetivo de “educar para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher”, o Maria da Penha vai à Escola (MPVE) atua na capacitação de profissionais da área de educação, no que se refere à Lei Maria da Penha e à prevenção da violência. A ideia central do projeto é trabalhar alunos e alunas desconstruindo estereótipos machistas e visando a equidade entre homens e mulheres. Para tanto, forma multiplicadores que possam abordar o tema nas escolas de ensino fundamental e médio e desenvolve várias atividades com os estudantes. O projeto conta com palestras de sensibilização e curso básico de 60 horas, com conteúdo presencial e a distância.

Mas não é só isso, o MPVE conta com um repertório de atividades que também alcança a sociedade e compreende desde palestras, oficinas, cursos temáticos e rodas de conversa, até exposições, teatros, atividades culturais diversas e publicações (confira o e-book Maria da Penha vai à Escola).

Todo esse trabalho é conduzido pelo TJDFT em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal, secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF), Defensoria Pública do Distrito Federal, Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB/DF), Universidade de Brasília (UnB), Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Polícias Civil e Militar do Distrito Federal.

Dados e expectativas

Desenvolvido no Distrito Federal desde 2014, o projeto já atingiu 10 Coordenações Regionais de Ensino Público, capacitou mais de 500 orientadores educacionais e profissionais da educação integrantes das equipes de apoio e mais de 400 gestores escolares (entre  diretores, vice-diretores, supervisores pedagógicos e/ou administrativos e chefes de secretarias), cerca de 1.600 professores e 7.500 alunos, que receberam formação variada em mais 60 atividades. Além disso, nas 7 edições do curso, mais de 800 profissionais de educação e partícipes da rede de proteção concluíram ação que abrangeu as temáticas Gênero e violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, Rede de proteção às mulheres no DF, a Lei Maria da Penha e as escolas no DF.