TJDFT leva Justiça Restaurativa a socioeducanda de São Sebastião

30 Out 2019

Por: TJDFT
Foto: TJDFT

A Seção de Assessoramento Técnico da Vara de Execução de Medidas Socioeducativas (SEAT/VEMSE), do TJDFT, levou técnicas de Justiça Restaurativa à Gerência de Atendimento em Meio Aberto (GEAMA) de São Sebastião. A metodologia tem sido aplicada pela SEAT a casos em que se observe a possibilidade de desenvolver práticas restaurativas, como o de uma adolescente socioeducanda da GEAMA.

Ela e a avó foram as participantes, na última semana, das técnicas de pré-círculo e constelação familiar, tendo como consteladoras duas voluntárias da Rede Solidária Anjos do Amanhã, a psicóloga Sandra Saraiva e a terapeuta e coach Welma Alves. Também participaram do momento as servidoras da SEAT Denise Nascimento e Bernardina Vilhena.

Os pré-círculos, assim como os círculos familiares e os círculos restaurativos com a presença da vítima ou representada, integram a metodologia da Justiça Restaurativa e objetivam propiciar a reflexão dos participantes sobre a responsabilização ante o ato infracional e as consequências sofridas pela vítima.  Já a constelação familiar conduz a pessoa a pensar sobre o papel e a organização no sistema familiar, os fatores que propiciaram sua atual situação e sobre perspectivas futuras.

Bernardina Vilhena acredita que foram ricas oportunidades de reflexão e crescimento para o núcleo familiar atendido na última semana: “Foi perceptível aos presentes o quanto a técnica desenvolvida possibilitou à socioeducanda confrontar-se com assuntos difíceis, falar sobre eles e buscar maneiras de solucioná-los”. Denise explica que a intenção era a de realizar também um círculo familiar após o término da constelação. “Avaliou-se que a atividade mobilizou muito a adolescente e seus familiares no que diz respeito a reflexões, emoções e sentimentos, sendo recomendado adiar a realização do círculo familiar restaurativo”, completou Denise. O círculo será realizado em momento oportuno.

A adolescente que participou das técnicas tem 13 anos, completados recentemente, apresenta um histórico familiar conflituoso, vivências marcantes que a fragilizaram emocionalmente e situações de desproteção. “A SEAT entende que se deve investir em práticas conjuntas voltadas a não reincidência da socioeducanda, observando-se prioritariamente as metas que devem ser cumpridas pela adolescente na medida socioeducativa determinada”, explica Bernardina.